Archive for the ‘Tecnologia’ Category

Controlar qualquer coisa? Evite.

Wednesday, June 3rd, 2009

Amanhã, 04/06/09, o Protesto na Praça da Paz Celestial (Tian’anmen), ocorrido na China em 1989, completa 20 anos.

Como se sabe, ontem o desgoverno chinês deu chilique e saiu bloqueando tudo que encontrou pela frente na internet: Twitter, Hotmail, Bing, YouTube, MSN, Flickr etc.

O objetivo era evitar ao máximo todas as formas de possíveis protestos. Como você também já está cansado de saber, poucas coisas neste mundo são mais imbecis do que tentar controlar a internet. Imediamente depois do bloqueio, milhares de chineses foram para os espaços que (ainda) não estavam bloqueados (blogs e fóruns de discussão) para reclamar das medidas.

Totalmente desgovernado, o desgoverno chinês conseguiu despertar ainda mais a fúria dos internautas do país e fez da medida o assunto principal em praticamente todos os blogs sobre tecnologia e internet ao redor do mundo. Conseguiu, portanto, justamente o oposto do que queria: fez com que não só os internautas chineses, mas o mundo inteiro, relembrassem o acontecimento de 1989.

Mas não foi só isso.  O desgoverno também conseguiu se auto-ridicularizar. Como postou, por exemplo, o blog do Seesmic, o acesso ao site do Twitter foi efetivamente bloqueado, mas esqueceram de bloquear aplicativos de postagem como o Seesmic Desktop ou o twhirl (que, aliás, eu uso e recomendo). Resultado: o bloqueio não fez diferença alguma, ainda mais porque quem ainda postava pelo site logo ficou sabendo que era possível postar com o uso de aplicativos. Derrota moral sem limites.

No meio disso tudo, uma matéria da BBC Brasil chamou minha atenção: “Vinte anos depois de massacre, juventude chinesa quer sucesso e dinheiro“. Vale a pena ler a matéria inteira, mas ela pode ser resumida pelo seguinte trecho:

“De acordo com o dissidente [Han Dongfang, um dos líderes do movimento de 89, atualmente exilado em Hong Kong, de onde advoga pelos direitos dos trabalhadores chineses], as formas de construir uma China democrática não se resumem aos protestos de 1989 e atualmente o país está caminhando em direção à abertura porque a criação de prosperidade traz inevitavelmente o questionamento e o desejo por liberdade.”

A opinião de Dongfang é interessante porque vai além da situação chinesa. Para o desespero daqueles prejudicados mentalmente por alguma ideologia, ninguém mais está disposto a fazer revolução.  É um fato e não há o que fazer para mudar isso. A maioria das pessoas, na maior parte do mundo, da mesma forma que os chineses, está muito mais interessada em “sucesso e dinheiro” do que em política.

Às vezes é preciso fazer um esforço para perceber que a ruína da ditadura chinesa  - e o mesmo vale para qualquer tipo de tentativa de controle em qualquer lugar do mundo – ocorrerá internamente não porque os chineses que estavam organizando protestos por MSN tiveram sua comunicação interrompida, mas porque milhares (e população para isso não falta) de pessoas que não querem nem saber de política ficaram furiosas porque suas conversas, interesses e negócios particulares foram prejudicados por esse bloqueio.

Tenéti = mon$tro

Friday, May 22nd, 2009

Chupado lá do Tiago Dória.  É uma campanha da agência alemã Ogilvy para a International Society for Human Rights (ISHR):

Internet e política

Wednesday, June 18th, 2008

Dois copy/pastes sobre política e internet (A/C T$€):

1) Do IDGNow!:

Pesquisa: 47% dos norte-americanos usaram web para participar da política

Uma pesquisa [íntegra aqui] feita pelo Pew Internet and American Life Project revelou que 47% dos norte-americanos usaram a internet, e-mail ou celular para participar do processo político durante as prévias para a campanha presidencial dos Estados Unidos.

(…)

Entre as principais atividades online praticadas durante as preliminares, destacaram-se os vídeos online (35% dos participantes da pesquisa assistiram vídeos políticos, o triplo da mesma época em 2004), as redes sociais (10% usaram sites como Facebook ou MySpace para se informar e se engajar), e as contribuições – 6% fizeram doações de campanha usando a web.

(…)

A “vantagem digital” de Obama também se destacou na pesquisa: 75% dos apoiadores do senador se informaram sobre política pela web, contra 57% dos eleitores da rival democrata Hilary Clinton.”

2) Do blog do Google:

Elections in the Internet era

Days after the close of the U.S. presidential primaries, political pundits, campaign strategists, journalists, technologists, and others gathered at our Washington office to discuss how the “first 21st century campaign” is changing politics as we know it. Topics ranged from the democratization of voices in the media to the power of small donors and community organizers to Lindsay Lohan’s political clout.

(…)

Visit our YouTube channel to see all of the panel discussions in their entirety (Pop Culture Politics, Running the 21st Century Campaign and Covering the 21st Century Campaign) and Citizentube for 1-on-1 interviews with panelists.”

Chris Anderson, cybereconomia e cultura de massa

Thursday, June 5th, 2008

Para quem AINDA está delirando com a idéia de “cultura de massa” aconselho ler a matéria abaixo, do G1:

Brasil está na vanguarda do ‘tudo grátis’, diz pensador da cybereconomia

‘Desperdício’ levou país à liderança nos biocombustíveis, diz Chris Anderson.

Editor da revista ‘Wired’ diz que o aceitável, na era da internet, é o ‘custo zero’.

Quase todos os serviços que você utiliza na internet são gratuitos. Você lê notícias à vontade, tem a opção de utilizar serviços gratuitos de e-mail e, vez por outra, vê vídeos e baixa músicas ou até mesmo discos completos sem precisar colocar a mão no bolso.

Para o físico e jornalista Chris Anderson, eleito uma das 100 pessoas mais influentes do mundo pela revista ‘Time’ em 2007, o modelo do ‘tudo grátis’ vai se expandir para outras áreas da economia em um futuro próximo. E o Brasil, segundo ele, está na vanguarda desta evolução – principalmente no campo das energias renováveis.

Anderson, autor dos livros ‘A cauda longa’, de 2006, e ‘Free’, que será publicado em 2009, afirma que o coração do conceito de ‘tudo grátis’ está em ter recursos que, de tão abundantes, têm custo praticamente zero e podem ser literalmente desperdiçados em busca de inovações.

(…)

Além disso, o Brasil é um dos países que mais tem a se beneficiar da evolução do mercado para o chamado “freeconomics”, onde o custo dos serviços para o consumidor é zero, já que há outros agentes ou interesses bancando o produto. “O ‘grátis’ facilita o acesso à cultura, já que, com a internet, é possível criar formas de distribuição de conteúdo muito mais baratas”, diz Anderson.

Segundo ele, a evolução destas formas de distribuição beneficia mais as populações que vivem em uma economia em desenvolvimento, em um território com dimensões continentais. “Pessoas que não tinham acesso a jornais hoje podem ler as notícias pela internet, gratuitamente.

‘Cauda longa’

O surgimento da rede também deu aos produtores de cultura a possibilidade de distribuírem seu material e serem conhecidos. Antes, havia uma barreira logística para que filmes, livros e músicas tivessem acesso ao mercado: não existia espaço suficiente para exibir toda a produção cultural mundial, e apenas aqueles que passavam pelo crivo das TVs, donos de estúdios de cinema e editoras chegavam ao consumidor final.

É aí que entra a outra idéia defendida por Anderson, a chamada “cauda longa”. A cultura de massa, na verdade, não foi uma imposição da segunda metade do século XX, mas o único modelo que era possível quando levava-se em conta que existiam poucos canais de TV, e que para obterem êxito financeiro, esses canais eram obrigados a apresentar programas que agradavam a todos, “pelo mínimo denominador comum”.

(…)

O fim da cultura ‘blockbuster’

Agora, com sites como o YouTube surgindo como grandes espaços de divulgação de conteúdo – onde é possível publicar mais vídeos do que um ser humano comum é capaz de assistir ao longo de sua vida toda –, não há a necessidade de criar produtos que agradem a todos. É o fim, diz Anderson, da cultura que só dá valor ao “blockbuster”.

“Só somos parecidos na superfície”, afirma. “E, é em nossas diferenças que conseguimos encontrar algo que represente melhor nossa identidade.” Nos EUA, a realidade já corresponde à visão de Anderson. Empresas como a Amazon e a Rhapsody chegam a obter quase 45% de seu faturamento a partir da venda de itens que, pelo modelo pré-internet, não têm espaço nas prateleiras.”

six35

Friday, January 25th, 2008

Assim que voltei lá do Baguette, em setembro do ano passado, resolvi dar um tempo e fiz uma limpa nos feeds em francês no meu Bloglines. Mas agora, com o caos de informação aumentando cada vez mais, comecei a me forçar a usar as playlists do Bloglines para colocar ordem na bagunça e criei uma específica para as notícias de portais franceses.

Está sendo ótimo para acompanhar a história da fraude dos quase 5 bilhões de euros (post abaixo) no banco Société Générale, mas também para (voltar a) entrar em depressão com o estado de indigência digital (/mental) do Braziu.

A razão, desta vez, é uma notícia do Le Monde sobre o site six35.fr. Trata-se do primeiro journal télévisé para a internet na França. Segundo a apresentação no próprio site, é um jornal “participativo, alternativo, gratuito, cidadão, político (sendo que você pode riscar todas as definições que considerar inúteis)“. Foi criado por David Reguer, Pierre Abruzzini, Franz Vasseur e Nicolas Voisin, criador do PoliTIC’Show, excelente site sobre política aberto na época das eleições presidenciais do ano passado e que fez parte do boom de sites na área.

Jornalistas com empregos garantidos se demitiram a rodo para abrir sites de cobertura política (um dos exemplos é o Rue89, de um pessoal que saiu do Libération). A razão? Qualquer um desses sites com condições mínimas já conseguia, nos primeiros dias de vida, uns 5 mil acessos diários (sem estarem ligados a nenhum grande portal) e – o mais importante – chegaram a interferir nas eleições (como foi o caso das várias entrevistas realizadas pelo PoliTIC’Show). Foram citados em Le Mondes, Libérations e Le Figaros da vida simplesmente porque foram onde a imprensa “tradicional” não costuma ir.

O jornal six35 vai ao ar às 18h35 todas as quintas-feiras e os vídeos com as duas primeiras edições já foram acessados mais de 150 mil vezes em 15 dias (de 10 de janeiro até hoje). O objetivo do jornal é comentar os assuntos que foram destaque durante a última semana. Os vídeos ainda parecem bem experimentais (no formato mais do que tecnicamente), mas se acertarem a mão (a duração de cerca de 15 minutos ainda parece ser insuportável para as pessoas agüentarem até o final), certamente vão conseguir aumentar muito a audiência.

Big Think

Saturday, January 12th, 2008

Novo site de vídeos Big Think dá enfoque a discussões intelectuais

Framingham – Site oferece 100 horas de vídeo com intelectuais falando sobre questões contemporâneas. Usuários também podem incluir idéias.

Com enfoque em discussões intelectuais, o site de vídeos online Big Think inaugurou sua versão beta na segunda-feira (07/01). A idéia é promover debates inteligentes sobre assuntos contemporâneos.

Inicialmente, o site oferece 100 horas de entrevistas. Entre as personalidades estão o senador Edward Kennedy, o músico Moby e o escritor Naomi Klein.

Os usuários podem navegar pelas idéias separadas por categorias para assistir aos vídeos já existentes – e podem opinar sobre eles. Também é possível criar seu próprio questionamento ou idéia. Os vídeos ganham destaque no site de acordo com a classificação do usuário.

É possível ainda incluir imagens para apoiar um tema defendido pelo usuário. O Big Think adotou também a estratégia de fornecer webcams a especialistas da ciência, negócios e medicina para que eles registrem as últimas inovações em sua área.

O Big Think foi criado pelo co-fundador do PayPal e recente investidor do Facebook, Peter Thiel, e o presidente formal da Universidade de Harvard, Larry Summers.” (IDG Now!)

A idéia é ótima. Dei uma olhada mais ou menos rápida pelo site e achei vídeos da Amy Gutmann, teórica política e Presidente da University of Pennsylvania, do Kenneth Roth, Diretor Executivo da Human Rights Watch, do Richard Branson, Chairman do Virgin Group. As áreas vão de negócios e economia até restaurantes e diversão.

Os feeds funcionam para o site como um todo, por categoria e por autor.

Certamente algo parecido no Braziu fracassaria imediatamente.

Ainda sem decidir o que fazer com o blog…

Thursday, October 18th, 2007

haha. Eu avisei no final de agosto:

iPhone será vendido desbloqueado na França

O iPhone, celular inteligente da Apple, terá uma versão desbloqueada à disposição dos consumidores na França. A informação foi confirmada por Béatrice Mandrine, uma porta-voz da Orange – operadora parceira da Apple no país.

(…)

O iPhone tem sua chegada na Europa marcada para o dia 9 de novembro, começando pela Alemanha e Reino Unidos. Na França, as vendas começam dia 29 de novembro.” (Terra)

Nada melhor do que o Estado Socialista Francês para injetar uma boa dose de capitalismo e competição no Pê Tê da Apple.

Privatizem as telecomunicações no Braziu, por favor

Monday, September 3rd, 2007

Banda larga no Brasil é quase 400 vezes mais cara que em outros países

Megabit por segundo do País chega a custar 716,50 reais, enquanto no Japão sai pelo equivalente a 1,81 real, aponta TelComp.

(…)

A TelComp (Associação Brasileira de Prestadoras de Serviços de Telecomunicações Competitivas) divulgou hoje (03/09) levantamento de preços de banda larga, tomando como base 1 megabit por segundo (Mbps) e comparando operadoras brasileiras e empresas que atuam em países da Europa, no Japão e nos Estados Unidos.

Para se ter uma idéia da diferença, o Mbps oferecido em Manaus é 395 vezes mais caro que a mesma velocidade disponibilizada no Japão. O Mbps comercializado pela Tiscali italiana, por exemplo, custa o equivalente a 4,32 reais ao mês. Na França, a Orange cobra 5,02 reais pela mesma velocidade e na Time Warner, nos Estados Unidos, o preço é o equivalente a 12,75 reais.

(…)

O alto custo, segundo a entidade, é conseqüência da falta de concorrência na oferta de banda larga. Outro fator apontado pela pesquisa como determinante para os brasileiros pagarem uma das maiores taxas para a banda larga em todo mundo é a pouca competitividade no mercado.

Como resultado dos valores praticados pelas operadoras nacionais, apenas uma pequena parcela da população, 0,7%, possui acesso à internet de mais de 1Mbps. A União Internacional de Telecomunicações, ($ic) estabelece banda larga como igual ou acima de 2Mbps.

O leilão de freqüências WiMax seria outra forma de ampliar a oferta de banda larga, dessa vez sem fio, em regiões hoje não atendidas. O processo, no entanto, completa amanhã um ano sem solução à vista.

No dia 4 de setembro de 2006, cerca de 100 empresas apresentaram propostas, mas o Tribunal de Contas da União (TCU) suspendeu o processo para apurar a fórmula de cálculo dos preços mínimos.” (IDG Now!)

Tédio dominical

Sunday, September 2nd, 2007

Chama o Seu Capitali$mo II

Monday, August 27th, 2007

Estatisticazinha interessante na matéria do Estadão sobre os planos da TIM lançar serviço fixo de telefonia até o fim do ano:

“Espera-se que a entrada da operadora na telefonia fixa local apimente a disputa hoje quase inexistente neste mercado, onde há somente 260 municípios [dos 5.500 e poucos ao total] com mais de uma prestadora fixa em atividade, o que abrange 52% da população do País.”

Baguette x Apple (Pê Tê)

Thursday, August 23rd, 2007

Quem diria que o Baguettão derrubaria as tendências comunistas monopolizantes de uma das maiores havaianas da adidas criadas nos últimos tempos, o iPhone?

Prestes a fechar contrato com a operadora Orange, a Apple vai ter que se adequar à legislação francesa que proíbe a chamada “venda casada” e a exclusividade de comercialização de produtos de telecomunicação (artigo L122-1 do Código de Consumo e lei 93-949 de 26 de julho de 93).

Portanto, ao contrario dos EUA, onde só a AT&T tem a exclusividade de operar o iPhone, ou da Alemanha, que concederá o monopólio à T-Mobile, no Baguette o contrato principal será feito com a Orange – com os tradicionais planos de assinatura de 24 meses, que atualmente fazem o preço dos aparelhos top de linha despencarem para simbólicos 9 € -, mas o aparelho também poderá ser vendido desbloqueado, para ser usado com qualquer chip GSM.

A previsão é que o lançamento do iPhone na França ocorra na Apple Expo, que vai acontecer em Paris de 25 a 29 de setembro.

Algum dia chega internet no Bananão

Tuesday, August 21st, 2007

Provedor francês oferece download gratuito de músicas da Universal

Neuf Cegetel, o segundo maior provedor de internet da França, lança nesta semana um pacote que permitirá aos internautas baixarem músicas do catálogo Universal Music sem limite e sem custo adicional.

Por 29,90 euros (cerca de R$ 80) por mês, a empresa oferece televisão digital, linha telefônica e acesso à internet com a possibilidade do download ilimitado de músicas. Essa é a primeira vez na França que um provedor permite baixar as músicas sem custo adicional ao invés de ouvi-las por streaming.” (Folha Online)

Chama o Seu Capitali$mo

Thursday, August 9th, 2007

Banda larga está atrasada no país, diz estudo

Problema pode ser amenizado com competição e redução de preços.
Em 2006, Brasil tinha 5,7 milhões de usuários de web rápida.

(…)

Segundo os dados do levantamento, o Brasil ocupava em 2006 a quarta posição no mercado latino-americano de banda larga, com 5,7 milhões de usuários e 35% dos municípios do país atendidos. À frente ficaram México, Argentina e Chile.

(…)

No levantamento, no qual são previstos 6,6 milhões de usuários de banda larga no Brasil neste ano, a FGV sustenta que “para superar o atraso brasileiro, o estímulo à competição entre as operadoras pode ser considerado o mais eficaz dos instrumentos disponíveis no curto prazo”.” (G1)

Operadoras em chamas

Wednesday, July 11th, 2007

Tava demorando para as operadoras chiarem contra o projeto da Prefeitura de Paris de colocar conexão wi-fi banda larga gratuita em mais de 400 pontos de acesso localizados em 260 praças, jardins, sub-prefeituras de bairros, bibliotecas e museus da cidade.

O projeto faz parte da mega revolução digital do prefeito socialista Bertrand Delanoë, que pretende, até 2010, fazer com que 80% das residências parisienses tenham acesso banda larga por fibra ótica e fornecer cobertura total da cidade por wifi e wimax (que permite conexão a 70Mbps a uma distância de até 50 Km).

As operadoras alegam que a prefeitura está entrando no mercado de telecomunicação e criando concorrência desleal. A prefeitura responde que se trata apenas de fornecimento de um serviço em áreas municipais e em horário de funcionamento das repartições.

Caberá ao Tribunal Administrativo julgar a questão.

Aproveitando a deixa, lá vão alguns dados sobre a evolução da banda larga na França (63 milhões de habitantes), retirados do jornal de economia La Tribune de 04 de julho e que eu estava há horas para postar:

- 50% (13,5 milhões) dos domicílios franceses possuem conexão banda larga;

- A explosão da banda larga na França começou realmente em janeiro de 2001, quando a estatal France Télécom perdeu o monopólio (demência comuna) da banda larga. Em 2002, a operadora Free lançou a conexão banda larga ADSL mais modem por 29,99 € (preço que se paga atualmente pelo pacote – triple play – de linha telefônica com ligações ilimitadas para fixos, banda larga e TV digital); logo em seguida entraram na competição a Club Internet, a Neuf Télécom e a France Télécom contratacou com a Wanadoo.

- Só em 2006, a propagação da banda larga contribuiu com um aumento de 37% do comércio pela internet, turbinando principalmente as vendas dos hipermercados.

- As vendas pela internet ja são responsáveis pelas seguintes fatias do mercado: 14% das vendas de máquinas fotográficas, 10% das vendas de todos os produtos de informática, 8% das vendas dos chamados “bens culturais”, 6% das vendas de produtos eletrônicos em geral, 4% das vendas de eletrodomésticos (incluindo os de grande porte) e 10% das vendas no setor de turismo (com um total de 2,7 bilhões de euros comercializados em 2006).

Réplica a Agamben

Tuesday, June 26th, 2007

Postei lá no Mondo Estudo mais pela sacanagem:

Internauta é mais sociável e amigo, comprova estudo

Um estudo promovido por uma universidade da Catalunha, na Espanha, desconstrói alguns dos clichês atribuídos aos internautas, ao assegurar que os usuários da Internet são mais sociáveis, mais ativos, estão mais envolvidos na vida política e têm mais amigos que o resto da população.” (Terra)

Nem tanto de sacanagem, na verdade, porque é sempre engraçado ver rios de dinheiro empregados para se provar o óbvio. De qualquer forma, é melhor que gastar grana para negar o universo.

O Projecte Internet Catalunya foi dirigido pelo sociólogo Manuel Castells e pela reitora da Universitat Oberta de Catalunya, e realizada por 40 pesquisadores do Internet Interdisciplinary Institute (IN3) da universidade. O resultado completo pode ser conferido aqui.