Archive for the ‘Velho mondo’ Category

La Cuisine de Nicolas

Tuesday, May 27th, 2008

Fiquei sabendo da existência desse La Cuisine de Nicolas por uma matéria do Le Monde de hoje. Mandei o link para algumas pessoas antes mesmo de assistir aos vídeos.

Agora há pouco assisti ao “teaser” e depois passei descontroladamente para os outros três episódios. Trata-se de um “diário íntimo de Sarkô” feito exclusivamente para a web (essas coisas acontecem em países com internet). Os vídeos são postados no Dailymotion (aquele infinitamente melhor que a porcaria do Youtube).


La Cuisine de Nicolas – Le Teaser
Colocado por lacuisinedenicolas

Do Sarkô dizendo para o seu filho que toda a cultura francesa é um lixo produzido por idiotas esquerdistas (no “teaser“), passando pela discussão de Sarkô com a “pátria” Marianne totalmente surtada com a falência do país (episódio 1), e acabando com a piada eterna sobre a abstinência alcoólica do Pequeno Homem (episódio 3), tudo é absolutamente genial.

68 by Blog du Chi

Thursday, February 7th, 2008

Homenagem do melhor blog francês a Maio de 68:

six35

Friday, January 25th, 2008

Assim que voltei lá do Baguette, em setembro do ano passado, resolvi dar um tempo e fiz uma limpa nos feeds em francês no meu Bloglines. Mas agora, com o caos de informação aumentando cada vez mais, comecei a me forçar a usar as playlists do Bloglines para colocar ordem na bagunça e criei uma específica para as notícias de portais franceses.

Está sendo ótimo para acompanhar a história da fraude dos quase 5 bilhões de euros (post abaixo) no banco Société Générale, mas também para (voltar a) entrar em depressão com o estado de indigência digital (/mental) do Braziu.

A razão, desta vez, é uma notícia do Le Monde sobre o site six35.fr. Trata-se do primeiro journal télévisé para a internet na França. Segundo a apresentação no próprio site, é um jornal “participativo, alternativo, gratuito, cidadão, político (sendo que você pode riscar todas as definições que considerar inúteis)“. Foi criado por David Reguer, Pierre Abruzzini, Franz Vasseur e Nicolas Voisin, criador do PoliTIC’Show, excelente site sobre política aberto na época das eleições presidenciais do ano passado e que fez parte do boom de sites na área.

Jornalistas com empregos garantidos se demitiram a rodo para abrir sites de cobertura política (um dos exemplos é o Rue89, de um pessoal que saiu do Libération). A razão? Qualquer um desses sites com condições mínimas já conseguia, nos primeiros dias de vida, uns 5 mil acessos diários (sem estarem ligados a nenhum grande portal) e – o mais importante – chegaram a interferir nas eleições (como foi o caso das várias entrevistas realizadas pelo PoliTIC’Show). Foram citados em Le Mondes, Libérations e Le Figaros da vida simplesmente porque foram onde a imprensa “tradicional” não costuma ir.

O jornal six35 vai ao ar às 18h35 todas as quintas-feiras e os vídeos com as duas primeiras edições já foram acessados mais de 150 mil vezes em 15 dias (de 10 de janeiro até hoje). O objetivo do jornal é comentar os assuntos que foram destaque durante a última semana. Os vídeos ainda parecem bem experimentais (no formato mais do que tecnicamente), mas se acertarem a mão (a duração de cerca de 15 minutos ainda parece ser insuportável para as pessoas agüentarem até o final), certamente vão conseguir aumentar muito a audiência.

Golpe no Baguette

Thursday, January 24th, 2008

Genial demais a história da fraude no meu ex-banco, o Société Générale (agora só mantenho a conta da Suíça), o terceiro maior da França. Tem matéria sobre a falcatrua, em português, na BBC Brasil e na Folha Online, e em francês no 20 minutes, no Libération e no Les Echos.

Resumidamente: o banco, que já tinha perdido 2 bilhões de euros com a crise dos subprimes – os créditos imobiliários de alto risco dos EUA – descobriu no domingo, 20 de janeiro, que levou um tufo de simplesmente 4,9 bilhões de euros por causa da falcatrua armada por um único funcionário do setor de mercados futuros, que criou um esquema de transações fictícias para desviar a grana.

O fraudador entrou no banco em 2000 e ocupava o cargo de operador de mercado desde 2005, com um salário anual de 100 mil euros mais bônus, valor normal para um operador de base. O texto do Libération sobre a entrevista coletiva realizada pelo banco é insuperável. Ninguém sabe onde está o funcionário e a desorientação é completa. O presidente do banco, Daniel Bouton, cuja demissão foi recusada pelo conselho de administração, publicou uma carta – em PDF – no site da instituição se lamentando até o fim dos tempos.

A demência foi tanta que as negociações das ações do banco tiveram que ser suspensas na Bolsa de Paris e a diretoria já anunciou que vai realizar em breve uma operação de 5,5 bilhões de euros para aumentar o capital.

Mesmo com o rombo da crise dos subprimes, o banco terá um lucro estimado de 600 a 800 milhões de euros em 2007. Começando 2008 com esse rombo de 4,9 bilhões, é melhor rezar para a crise americana não afundar a Europa junto. Para se ter uma idéia do tamanho do buraco, o lucro do banco em 2006 foi de 5,22 bilhões de euros.

Não foram divulgados maiores detalhes sobre como o esquema funcionou, mas tenho a forte suspeita que um sistema bancário cujos caixas eletrônicos só servem para sacar dinheiro e NADA mais (só é possível ver o saldo DEPOIS de ter sacado alguma quantia) e cujas agências não trabalham com MOEDAS tem tudo para ser fraudado até o fim dos tempos.

Ziriguidum comanda o universo, não tem jeito.

Updatedivulgaram o nome do fraudador: Jerome Kerviel, 31 anos.

Cumpanhêru du sindicatu num gosta di livru

Saturday, January 19th, 2008

O Baguette é um país cada vez mais dividido entre a fúria esquerdopata e sindicalista, que atola os franceses na letargia, na paralisação e na greve interminável, e um impulso para mudar as coisas, para fazer algo acontecer no país que tem um dos mais baixos índices de crescimento da Europa.

Em 25 de novembro do ano passado, Xavier Garambois, presidente da Amazon.fr, enviou um comunicado pela newsletter da livraria com o título de “A entrega gratuita ameaçada“. O texto informava que o Syndicat de la Librairie Française (SLF) havia entrado com uma ação na justiça contra a Amazon.fr e outras livrarias na internet para que fosse abolida a gratuidade na taxa de entrega de livros na chamada France métropolitaine – toda parte continental do país mais as ilhas que ficam em volta, nos oceanos Atlântico e Mediterrâneo e no Canal da Mancha. O argumento do SLF estava baseado na esquerdopatia de sempre: a entrega gratuita ameaçava as livrarias tradicionais.

No texto, Garambois pedia aos clientes da Amazon.fr que entupissem o email da SLF com reclamações. A imprensa deu destaque ao processo, a caixa de emails dos cumpanhêru certamente ficou abarrotada, mas não adiantou muita coisa. Agora no dia 12 de janeiro veio um novo comunicado da livraria, desta vez assinado pelo Jeff Bezos, fundador e presidente da Amazon. A empresa tinha sido condenada a pagar € 1000 por dia de descumprimento da determinação da Justiça de achacar quem compra livro pela internet no país. A Amazon decidiu ir pro pau e passou a pagar a multa diária para garantir a entrega sem custos.

Bezos destacou que a argumentação dos cumpanhêru na ação faz referência à Lei Lang (do então ministro da Cultura Jack Lang, ex-socialista e agora no governo Sarkozy), de 10 de agosto de 1981, que estabeleceu o preço único para os livros editados no país (o preço dos livros vem impresso na capa). O objetivo da lei era evitar que o capitalismo mau, feio e bobão se apoderasse do Baguette e destruísse as pequenas livrarias. A lei foi aprovada e tocou-se o baile. Obviamente, comprar livro do outro lado do Canal da Mancha, onde não existe lei semelhante e o imposto sobre os livros é zero (contra 5,5% na França), é mais barato.

Com a entrada da Amazon no mercado francês, o equilíbrio definido pela lei foi quebrado. Com os preços todos iguais por determinação do $upremo pai €stado, a compra pela internet com entrega gratuita – e a eficiência na entrega – passaram a contar na hora da escolha da livraria, daí o surto dos cumpanhêru.

A ju$ti$a que acabou com a farra monopolista da Apple e fez da França o primeiro país no mundo a vender o iPhone desbloqueado (para evitar a “venda casada” e a exclusividade de comercialização de produtos de telecomunicação) é a mesma que agora quer transformar o Baguette no único país do mundo onde a Amazon não poderá oferecer entrega gratuita de livros.

Pra frente, Baguettão!

Con$ervador

Friday, January 4th, 2008

Até hoje não consegui entender a razão para a imprensa bananense, especialmente a Folha e o Estadão, insistir em chamar o Pequeno Nicolas de “conservador”. Não faz o menor sentido nem na França nem no Braziu. Analfabetismo conceitual político pegando forte.

Quem sabe algum dia aprendam observando as ações do monstro neoliberal francês:

“Los 33 ministros y secretarios de Estado franceses tendrán que someterse a la lógica de la “cultura del resultado”, es decir, a un sistema de evaluación concebido por el gabinete privado Mars&Co y que pretende fijar “objetivos cuantificables” a los titulares de una cartera.

(…)

El sistema de evaluación se fundamentará en parámetros específicos para cada ministerio, a partir de los cuales juzgar la labor del titular de la cartera.” (El País)

Ainda sem decidir o que fazer com o blog…

Thursday, October 18th, 2007

haha. Eu avisei no final de agosto:

iPhone será vendido desbloqueado na França

O iPhone, celular inteligente da Apple, terá uma versão desbloqueada à disposição dos consumidores na França. A informação foi confirmada por Béatrice Mandrine, uma porta-voz da Orange – operadora parceira da Apple no país.

(…)

O iPhone tem sua chegada na Europa marcada para o dia 9 de novembro, começando pela Alemanha e Reino Unidos. Na França, as vendas começam dia 29 de novembro.” (Terra)

Nada melhor do que o Estado Socialista Francês para injetar uma boa dose de capitalismo e competição no Pê Tê da Apple.

Baguette x Apple (Pê Tê)

Thursday, August 23rd, 2007

Quem diria que o Baguettão derrubaria as tendências comunistas monopolizantes de uma das maiores havaianas da adidas criadas nos últimos tempos, o iPhone?

Prestes a fechar contrato com a operadora Orange, a Apple vai ter que se adequar à legislação francesa que proíbe a chamada “venda casada” e a exclusividade de comercialização de produtos de telecomunicação (artigo L122-1 do Código de Consumo e lei 93-949 de 26 de julho de 93).

Portanto, ao contrario dos EUA, onde só a AT&T tem a exclusividade de operar o iPhone, ou da Alemanha, que concederá o monopólio à T-Mobile, no Baguette o contrato principal será feito com a Orange – com os tradicionais planos de assinatura de 24 meses, que atualmente fazem o preço dos aparelhos top de linha despencarem para simbólicos 9 € -, mas o aparelho também poderá ser vendido desbloqueado, para ser usado com qualquer chip GSM.

A previsão é que o lançamento do iPhone na França ocorra na Apple Expo, que vai acontecer em Paris de 25 a 29 de setembro.

Algum dia chega internet no Bananão

Tuesday, August 21st, 2007

Provedor francês oferece download gratuito de músicas da Universal

Neuf Cegetel, o segundo maior provedor de internet da França, lança nesta semana um pacote que permitirá aos internautas baixarem músicas do catálogo Universal Music sem limite e sem custo adicional.

Por 29,90 euros (cerca de R$ 80) por mês, a empresa oferece televisão digital, linha telefônica e acesso à internet com a possibilidade do download ilimitado de músicas. Essa é a primeira vez na França que um provedor permite baixar as músicas sem custo adicional ao invés de ouvi-las por streaming.” (Folha Online)

Avaliação do Pequeno Sarkô em alta

Tuesday, August 14th, 2007

Talvez a maior diferença entre a Banana e o Baguette em termos políticos seja a capacidade que, aqui, os governos (nacional, regional ou municipal) têm de efetivamente adotar medidas com algum sentido e que têm alguma implicação prática. Com maioria no legislativo, Sarkozy aproveitou ao máximo a situação confortável de início de mandato para aprovar projetos de todas as áreas de seu governo.

Como uma amiga francesa – que está longe de ser sarkozista – me disse, o Pequeno Líder venceu as eleições porque os franceses simplesmente não agüentavam mais o marasmo dos 14 anos de presidência socialista de François Mitterrand (1981-1995) mais os 12 anos de Jacques Chirac (1995-2007). A diferença entre uma Ségolène Royal pilha franca e sem apoio nenhum dentro do próprio partido e um pequeno Sarkô totalmente elétrico e com propostas para tudo foi decisiva para a escolha dos franceses.

Não é à toa, portanto, que o início do mandato de Sarkô esteja sendo avaliado não como se faz na Banana (“O que você acha do Fulaninho?“) mas através da aprovação ou rejeição dos principais projetos que o governo colocou em prática. Segundo uma pesquisa do instituto Ifop, a maioria dos franceses aprova as medidas e o estilo de governar do Pequeno Sarkô:

- 87% (contra 12%) aprovam a lei que torna dedutíveis do imposto de renda os juros pagos na compra de imóveis. Imóveis na França são absurdamente caros e Sarkô prometeu adotar várias medidas para tornar o Baguette um “país de proprietários”.

- 84% (contra 15%) são a favor do endurecimento das penas para menores reincidentes.

- 80% (contra 19%) são a favor da ação do governo francês para liberar as tais enfermeiras búlgaras que estavam presas na Líbia.

- 72% (contra 27%) aprovam a adoção da lei de serviço mínimo em caso de greve dos transportes públicos e outros serviços essenciais. Com maioria no legislativo, Sarkô passou por cima dos cumpanhêru dos sindicatos, a praga francesa, e instaurou medidas como a obrigatoriedade de anunciar qualquer greve com 48hs de antecedência, obrigatoriedade de deslocar funcionários de outros setores das empresas para suprir os grevistas e – o golpe de morte nos cumpanhêru – obrigatoriedade de votação secreta de todos os funcionários pela continuação ou interrupção da greve 8 dias após o início do muvimentu. Medidas meio cagadas, na verdade (como assim OITO dias? Tinha que ser 2), mas já é algma coisa.

- 66% (contra 33%) aprovam a supressão de taxas sobre as horas extras. Leia-se por “horas extras”: horas trabalhadas além das 35 horas semanais, a aberração francesa. A medida – essa também cagada – tem por objetivo diminuir um pouco que seja os danos causados pela favela mental socialista que aprovou as 35hs durante o governo do primeiro-ministro Lionel Jospin.

- 61% (contra 35%) aprovam as medidas do governo francês para negociar um mini-tratado constitucional europeu, a única coisa que restou a fazer. Como todo mundo sabe, em 2005 a França votou contra a adoção da Constituição Européia. A derrota do “SIM” é uma aula sobre o mondo para o pessoal que milita contra a mídia má, feia e bobona. Apoiada por TODA a mídia má francesa e européia e pela maioria dos partidos da direita e de esquerda, a Constituição foi rejeitada pelos franceses. Como o “NÃO” brasileiro ao Estatuto do Desarmamento, os analistas pé-de-chinelo de plantão não consiguiram explicar como foi possível o povão, sempre passivo, se revoltar contra a mídia má e manipuladora.

- 58% (contra 34%) são a favor do projeto do governo que estabelece a autonomia das universidades. Todas as universidades francesas são públicas (é proibido por lei o ensino superior privado) e nenhuma é autônoma. Tentando fazer alguma coisa para reverter a catástrofe do ensino superior francês, Sarkô propôs a autonomia. Veio a choradeira. Foi aí que vi que poucas coisas podem ser tão sintomáticas da demência ideológica esquerdista que ainda insiste em reinar no universo. Lembra da greve da USP, com os cabeludos desocupados chorando pela autonomia universitária? Pois aqui no Baguette, berço de inspiração do esquerdismo mundial, a autonomia universitária é vista como a coisa mais de direta que pode existir. Autonomia universitária, para os comunas daqui, significa se igualar às universidades americanas e instaurar essa coisa do DEMO que é a concorrência, o auto-gerenciamento e a busca por resultados. Choraram tanto que o governo cedeu e a autonomia passou a ser opcional. Os cumpanhêru de cada universidade é que vão decidir se querem ou não sair da barra da saia da mãe.

- A única derrota do governo foi em relação à medida de não preencher 22 mil cargos públicos que ficarão vagos com a aposentadoria de funcionários. 61% (contra 38%) dos franceses são contrários à medida. André Santini, Secretário de Estado para a Função Pública afirmou hoje que o governo está se lixando para a pesquisa e que é uma verdadeira aberração 24% dos postos de trabalho do país serem ocupados por funcionários públicos. Ainda sobre trabalho, de acordo com uma pesquisa do instituto CSA, 63% dos franceses querem continuar trabalhando depois dos 65. A lei, na maioria dos casos, obriga a aposentadoria com essa idade. Ficam de fora trabalhores das chamadas “profissões de risco”, alguns dos quais são obrigados a se aposentar com 50 anos. Passar a exercer outra função nas empresas, aproveitando a experiência para treinar novos funcionários, nem pensar.

Estoooodo

Monday, August 13th, 2007

Os franceses são os maiores consumidores de mostarda forte do mondo: média de 1kg por habitante ao ano.

Operadoras em chamas

Wednesday, July 11th, 2007

Tava demorando para as operadoras chiarem contra o projeto da Prefeitura de Paris de colocar conexão wi-fi banda larga gratuita em mais de 400 pontos de acesso localizados em 260 praças, jardins, sub-prefeituras de bairros, bibliotecas e museus da cidade.

O projeto faz parte da mega revolução digital do prefeito socialista Bertrand Delanoë, que pretende, até 2010, fazer com que 80% das residências parisienses tenham acesso banda larga por fibra ótica e fornecer cobertura total da cidade por wifi e wimax (que permite conexão a 70Mbps a uma distância de até 50 Km).

As operadoras alegam que a prefeitura está entrando no mercado de telecomunicação e criando concorrência desleal. A prefeitura responde que se trata apenas de fornecimento de um serviço em áreas municipais e em horário de funcionamento das repartições.

Caberá ao Tribunal Administrativo julgar a questão.

Aproveitando a deixa, lá vão alguns dados sobre a evolução da banda larga na França (63 milhões de habitantes), retirados do jornal de economia La Tribune de 04 de julho e que eu estava há horas para postar:

- 50% (13,5 milhões) dos domicílios franceses possuem conexão banda larga;

- A explosão da banda larga na França começou realmente em janeiro de 2001, quando a estatal France Télécom perdeu o monopólio (demência comuna) da banda larga. Em 2002, a operadora Free lançou a conexão banda larga ADSL mais modem por 29,99 € (preço que se paga atualmente pelo pacote – triple play – de linha telefônica com ligações ilimitadas para fixos, banda larga e TV digital); logo em seguida entraram na competição a Club Internet, a Neuf Télécom e a France Télécom contratacou com a Wanadoo.

- Só em 2006, a propagação da banda larga contribuiu com um aumento de 37% do comércio pela internet, turbinando principalmente as vendas dos hipermercados.

- As vendas pela internet ja são responsáveis pelas seguintes fatias do mercado: 14% das vendas de máquinas fotográficas, 10% das vendas de todos os produtos de informática, 8% das vendas dos chamados “bens culturais”, 6% das vendas de produtos eletrônicos em geral, 4% das vendas de eletrodomésticos (incluindo os de grande porte) e 10% das vendas no setor de turismo (com um total de 2,7 bilhões de euros comercializados em 2006).

No Kids

Tuesday, July 10th, 2007

BBC sempre em chamas com o Baguette:

Best-seller na França lista ’40 razões para não ter filhos’

No momento em que a França lidera os índices de taxa de fecundidade na União Européia, o livro No Kids – Quarenta razões para não ter filhos, recentemente lançado no país, lança um apelo para que as pessoas não tenham descendentes e diz que o controle da natalidade “é a única esperança” para uma sociedade melhor.

(…)

A autora, Corinne Maier, psicanalista e economista, já havia causado polêmica na França em 2004 quando lançou Bom dia Preguiça, no qual ensinava como manter o emprego trabalhando o menos possível.

(…)

“Para os filhos, devemos renunciar a todo o resto, como lazeres, vida de casal, amigos, sexo e mesmo sucesso social no caso das mulheres. E isso, durante 20 anos, até que a maravilhosa criança radiante se transforma em um jovem sem futuro, um desempregado, um perdedor”, diz ela.

(…)

A escritora utiliza frases pesadas para defender suas idéias, como, por exemplo, “você vai carregar seu filho durante décadas. Um verdadeiro fardo do qual será difícil ficar livre. Um conselho: se for para alimentar um parasita, prefira um gigolô.

(…)

A autora trabalha atualmente como psicanalista em Paris e Bruxelas, depois de ter sido despedida da companhia de energia francesa EDF, conseqüência da publicação de “Bom dia Preguiça”.”

Mas vai virar uma Inglaterra esse Baguette…

Wednesday, July 4th, 2007

Premiê de Sarkozy propõe museu de graça

Em meio a metas de seu governo para os próximos cinco anos que reproduzem o programa eleitoral do presidente Nicolas Sarkozy, o primeiro-ministro francês, François Fillon, anunciou ontem na Assembléia Nacional uma idéia ainda inédita: a supressão da cobrança de ingresso dos 35 museus franceses que dependem do Ministério da Cultura.

“Queremos que o acesso ao patrimônio cultural seja verdadeiramente democratizado”, disse ele. Um primeiro grupo de Museus em Paris e no interior adotará a gratuidade em caráter experimental. Fillon não especificou quais seriam.

O Louvre, o maior e mais antigo, com 6 milhões de visitantes anuais, perderia uma receita de 31 milhões (R$ 80 milhões), mais de um quinto de seu orçamento, segundo o site da instituição. A visita da coleção permanente -30 mil peças, como Mona Lisa, Vênus de Milo ou Vitória de Samotrácia- custa hoje 9 (R$ 24).

Outros países europeus, como o Reino Unido, instituíram a gratuidade, com o aumento do número de freqüentadores.” (Folha de S. Paulo, 04/07/07)

Baguette com wi-fi

Thursday, June 21st, 2007

Semana que vem entra em funcionamento a primeira fase do mega-projeto da Prefeitura de Paris de colocar conexão wi-fi banda larga públicagratuitaedequalidade por toda a cidade. A segunda fase será concluída em setembro.

Serão mais de 400 pontos de acesso localizados em 260 praças, jardins, sub-prefeituras de bairros, bibliotecas e museus.

Atualmente, algumas operadoras oferecem cobertura wi-fi, paga, nas principais regiões da cidade. Há também serviços gratuitos, mas com tempo de conexão limitado. Usei algumas vezes, principalmente na cobertura das eleições presidenciais, e funcionou satisfatoriamente. Outra opção são os inúmeros cafés que oferecem wi-fi, basta consumir alguma coisa.

No site da Prefeitura tem os pontos de cobertura.