Archive for the ‘Mondo demência’ Category

U$P = $enado

Wednesday, June 17th, 2009

[Sarney] tem história no Brasil suficiente para que não seja tratado como se fosse uma pessoa comum.” – Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (Folha Online)

Lula, como se sabe, reflete a alma do Braziu. Sarney, de fato, não é uma pessoa comum. Ele tem um algo a mais que o diferencia das tais “pessoas comuns”. Por isso ele é o que é e faz o que faz. Ele não é uma pessoa comum e, portanto, pode.

Faz todo o sentido e, por isso mesmo, explica muito sobre o Braziu.

Assim como também faz todo o sentido que o evento responsável por despertar do sono profundo alguns renomados intelectuais uspianos tenha sido o quebra-pau entre sindicalistas e estudantes contra a PM no campus da USP. Faz sentido porque mostra onde estão os interesses e as preocupações desses intelectuais uspianos e mostra, assim, que talvez o debate intelectual no Braziu realmente não passe de uma discussão de boteco sobre quem começou alguma briga, quem apanhou e quem bateu mais.

Um excelente texto sobre o caso da USP foi escrito pelo Claudio Weber Abramo, diretor executivo da Transparência Brasil. Em certo momento, ele aponta o que, para mim, é o mais grotesco nesse debate que conseguiu tirar do fundo do porão a Marilena Chaui e o Antônio Candido:

Alguns daqueles que se manifestaram publicamente sobre o ocorrido para reclamar — com razão — da violência policial foram além, reclamando da própria presença da polícia. Para eles, a Universidade deveria permanecer out of bounds para a polícia. Qualquer assunto relativo à USP deve, em sua visão, ser resolvido intra-muros. Esses oráculos do esquerdismo infanto-juvenil da USP demonstram, com isso, o tamanho de seu elitismo. A Universidade, para eles, é deles..”

Não sei, sinceramente, de que adianta tanta enrolação teórica para se chegar a afirmar coisas como “a universidade não é caso de polícia“, e que “cabe a nós mostrar a eles que a história da USP é outra.”

Bastava ter readaptado o relativismo do filósofo Lula:

A USP, com seus professores, funcionários e alunos, tem história no Brasil suficiente para que não seja tratada como se fosse uma instituição comum.

Cuba al Descubierto

Monday, June 15th, 2009

A notícia abaixo me fez lembrar do Slavoj Zizek:

as discrepâncias entre o que “você” realmente é e o que “você” aparenta ser no espaço digital podem resultar em violência homicida.”

Abaixo o móóóónstro capitali$ta homicida URG!

Blogueiro se faz de mulher e dá trote em filho de Fidel Castro

Por oito meses, ‘Claudia’ trocou mensagens com Antonio Castro para ‘expor estilo de vida opulento’ de família de Fidel.

Da BBC

Um blogueiro cubano exilado em Miami criou uma personagem fictícia e trocou e-mails com o filho do líder cubano Fidel Castro, furando o cordão de segurança em torno da família presidencial de Cuba.

Luis Dominguez afirma ter usado a personagem para iniciar uma relação online com Antonio, de 40 anos de idade. Os dois trocaram fotografias e chegaram a planejar encontros em Varadero, em que Antonio serviria de “guia” para Claudia, segundo contou o blogueiro.

(…)

Há décadas, a família Castro mantém um forte cordão de segurança a sua volta, em grande parte por conta das repetidas tentativas de remover o governo comunista da ilha.


Outro mOndo possível = evite muito

Dominguez usou a suposta fraqueza de Antonio por jovens mulheres e esportes para se aproximar dele e criou Claudia, uma jornalista colombiana de 27 anos, especializada em esportes.

(…)

Mas Dominguez afirma que ao expor o que descreve como estilo de vida opulento da família Castro num país comunista, ele já cumpriu seus objetivos.

A troca de mensagens e algumas fotografias enviadas por Antonio foram publicadas no blog de Dominguez, Cuba al Descubierto. O blogueiro se recusou a pedir desculpas pela invasão de privacidade.”

Tenéti = mon$tro

Friday, May 22nd, 2009

Chupado lá do Tiago Dória.  É uma campanha da agência alemã Ogilvy para a International Society for Human Rights (ISHR):

Official White House photograph

Friday, May 15th, 2009

Mercado imobiliário bovino

Thursday, April 30th, 2009

O gritedo nos grandes portais sobre o último dia para fazer a entrega da declaração de imposto de renda me fez lembrar de uma historinha que presenciei há alguns dias.

Um corretor de uma das maiores imobiliárias de Porto Alegre liga para o comprador de um imóvel. A proposta: a venda da espelunca seria fechada em R$ 85.000,00 e o pagamento seria feito à vista (o que já havia sido previamente combinado). O detalhe (que ainda não tinha sido mencionado) é que na certidão pública de imóveis a venda seria registrada por R$ 60.000,00. Como fazer a mágica? Do jeito óbvio, é claro: R$ 60.000,00 seriam pagos em cheque administrativo do comprador para o vendedor, tudo bonitinho. Os R$ 25.000,00 restantes seriam em CASH, BUFUNFA, POR FORA. 

Mas não foi esse fato isolado que me surpreendeu, afinal de contas já está mais do que na hora de perceber que o banditismo é uma característica amplamente difundida aqui nos pastos bovinos deste querido Rio Grande. O que me surpreendeu, depois de ficar mui interessado pelo assunto e sair conversando por aí, foi descobrir que a prática é generalizada no mercado imobiliário gauchóide, inclusive entre as grandes imobiliárias. De casebre a man$ão, tem bastante gente circulando com malas e malas de grana viva por aí todos os dias. 

Mas por que diabos estou contando isso nesta véspera de feriadão do dia do trabaiadô?

Sei lá, ora. Deve ser porque gosto de registrar certas coisas.

Esperando Foucault, ainda – Marshall Sahlins

Tuesday, April 28th, 2009

Entediado com a atual leitura da privada? Uma dica: Esperando Foucault, ainda (Cosac Naify, 2004, R$ 33,00), do antropólogo americano Marshall Sahlins, professor na Universidade de Chicago. 

Trata-se, segundo o próprio livro, de um “entretenimento pós-prandial oferecido por Marshall Sahlins à IV Conferência Decenal da Associação de Antropólogos Sociais da Commonwealth, Oxford, julho de 1993 – agora em sua 4a edição, ampliada“. São mini-capítulos nos quais Sahlins arruina tudo: da French Theory, passando pelas novas tendências da antropologia, até chegar no meio acadêmico em geral. Lá vão dois dos mini-capítulos:

cursos para os nosso tempos

Um colega da Universidade de Chicago, especialista em cultura material, ofereceu um curso sobre o “blues de Chicago”, sob o título geral de “Estudo intensivo de uma cultura”, uma fórmula guarda-chuva usada para cursos de graduação dedicados à apresentação  de pesquisas etnográficas recentes. Pensando que, se o blues de Chicago é uma cultura, o futebol americano de Michigan também poderia ser uma outra – na qual tenho experiência de pesquisa intensiva -, vi-me provocado a inserir a seguinte nota no quadro de avisos do departamento:

ESTUDO INTENSIVO DE UMA CULTURA: O FUTEBOL DE MICHIGAN
Antropologia 21225
Sábados, de 13:30 às 16:30
Crédito extra pelo dia de ano novo
Professor: Marshall Sahlins
Nível: exclusivamente para estudantes de graduação; limite de 10 alunos

Devido à impossibilidade da Presença pura, o material do curso consistirá em transmissões de vídeo – consideradas, entretanto, em sua textualidade. Não há pretensão alguma de enunciar uma narrativa-mestra ou totalizada sobre o futebol de Michigan. Quer-se apenas tematizar certas aporias da Power-I formation – ou seja, da subjetividade pós-moderna. Os tópicos abordados incluirão: trash-talking ou discursos contestados; tight ends, spread formations e outra posições de sujeito; pós Gerry-Fordismo ou sujeito de-centrado; pós-desconstrução e outras celebrações de vitória; e o essencialismo dos capacetes.¹

Mas não foi essa a graça. O engraçado foi a quantidade de alunos, inclusive pós-graduandos, que levou a coisa a sério e acreditou realmente existir tal curso, enviando-me mensagens de e-mail solicitando a inscrição. Um deles perguntou se eu poderia aceitá-lo como assistente. Quando o período acabou, outros quatro vieram perguntar como tinha sido o curso. Assustador!

¹ Power-I e spread formations são formações ofensivas que dispõem os jogadores em linha, no primeiro caso, paralela, e, no segundo, perpendicular às laterais do campo. Tight end é a posição lateral e trash talks são provocações verbais entre os jogadores. O crédito extra no ano novo refere-se ao fato de ser este o dia da final do campeonato de futebol universitário americano.” (p. 30-32)

***

relevância

Não posso falar da Grã-Bretanha, mas nos Estados Unidos, muitos estudantes de antropologia não têm o menor interesse em outros tempos e lugares. Eles dizem que deveríamos estudos nossos próprios problemas, qualquer outra etnografia sendo, de qualquer modo, impossível, já que não passaria de uma “construção do outro” de nossa parte.
     Assim, se conseguirem o que querem e isso se converter em princípio de pesquisa antropológica, daqui a cinquenta anos ninguém vai prestar a menor atenção ao trabalho que eles vêm fazendo agora. Bem, talvez eles tenham sacado alguma coisa.” (p.34)

Sociedade de controle e a filo$ofia da macaquice

Wednesday, April 22nd, 2009

Trecho de um dos editoriais da Folha de S. Paulo de ontem:

Não faltam estudos apontando que o ensino médio se encontra numa encruzilhada no Brasil. Mais um acaba de surgir, realizado pelo Centro de Políticas Sociais da Fundação Getúlio Vargas. Registra que um em cada cinco jovens entre 15 e 17 anos – a idade-alvo do antigo segundo grau – abandona a escola na Grande São Paulo. É o maior índice entre as seis regiões metropolitanas avaliadas.”

Matéria publicada na Folha de S. Paulo de hoje:

Professor sem preparo trava uso de computador em escola – A implantação de laboratórios de informática em todas as escolas públicas do país até o fim de 2010, prometida pelo governo Lula, esbarra no despreparo dos professores para usar o computador e na falta de manutenção dos equipamentos e das instalações, responsabilidade de Estados e municípios. É o caso de Almenara (MG), onde os 15 computadores da escola estadual Angelina Nascimento são usados apenas por cerca de 15 horas ao mês. Motivo: os professores temem quebrar as máquinas.

Ok, tudo mundo sabe que o sistema educacional está falido e ninguém tem a menor ideia do que fazer a respeito. Mas o que pouca gente percebe é que a grande responsável pela falência completa no entendimento do que está acontecendo é a macaquice intelectual que toma conta de boa parte do meio acadêmico brasileiro. Resgatar certas ideias e autores -geralmente apóstolos do que eu chamo de filosofia do desespero – sempre parece ser a saída mais fácil para tentar encontrar alguma explicação para tudo que escapa à mínima compreensão.

O exemplo mais recente e constrangedor é um artigo intitulado “Pensar a educação depois de Foucault”, publicado na última edição da Revista Cult. A revista, como se sabe, transformou-se em um panfleto esquerdista decadente. Na capa da edição anterior, Marilena Chaui – aquela que achava que o mensalão foi uma “construção fantasmagórica da mídia” –, sorridente, toma conta de toda a capa da revista, que a considera “uma das personalidades mais admiráveis do país”. Cada um com a canalhice intelectual que lhe agrada, mas o problema neste caso é que a revista tem se dedicado há bastante tempo à questão da educação e tornou-se referência não só para 9 entre 10 estudantes de pedagogia saltitantes, como também para um certo público de estudantes do ensino médio.

O texto sobre a educação do “Dossiê Foucault” , disponível na íntegra no site da revista, é um dos sinais da lástima acadêmica nacional. Não vou nem entrar na questão do problema gigantesco que é usar Foucault para tentar entender QUALQUER COISA do mundo atual nem nas firulas interpretativas que fizeram de sua obra (sempre surgirá alguém para defender que “não foi bem isso que ele quis dizer”).

O problema, aqui, é mais primário: os argumentos do texto estão ERRADOS. Matematicamente errados, estatisticamente errados.

Vamos a eles, com grifos meus:

A passagem da sociedade disciplinar para a sociedade de controle permite entender as mudanças pelas quais a instituição escolar vem passando desde a última década a fim de tornar-se a instância de produção do novo sujeito moral, o sujeito flexível, tolerante e supostamente autônomo, requerido pelas novas modulações do controle que gravitam entre o Estado e o mercado neoliberal. Nesse processo, tornaram-se decisivas novas tecnologias informacionais, nutricionais, educativas e físicas, as quais se destinam a ampliar as capacidades corporais e cognitivas dos indivíduos, que devem se tornar empreendedores de si mesmos.

Agora, à análise de cada um dos absurdos: 

- “Tecnologias informacionais – O segundo texto da Folha, citado acima, comprova estatisticamente e com fatos a falência completa da adoção de “tecnologias informacionais” nas escolas. Aliás, um dos grandes problemas educacionais contemporâneos é como fazer com que essa coisa defasada chamada escola consiga competir com as possibilidades praticamente infinitas abertas pelas novas tecnologias.

Conclusão: sociedade de controle através de tecnologias informacionais = não existe.

- “Tecnologias nutricionais” – Segundo o estudo Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), realizado pelo Ministério da Saúde e pela USP e publicado no início do mês, 43,3% da população brasileira está com o peso acima dos níveis recomendados e 13% está obesa. Esta matéria, de 2001, afirma que “a obesidade infantil aumentou cinco vezes nos últimos 20 anos no Brasil” e “já atinge cerca de 10% das crianças brasileiras”. Esta outra, de 2006, afirma que “no Brasil, 15% dos nossos jovens estão acima do peso, sendo 5% obesos; estima-se um aumento de 240% da obesidade infantil, no nosso país, nos últimos 20 anos.” Dado o estrago da situação, na semana passada, a Assembleia Legislativa de São Paulo aprovou uma lei que proíbe as cantinas em escolas públicas e particulares de vender alimentos com gordura trans, o inclui coxinhas, doces e refrigerantes. Mas o presidente do Sieesp (Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino no Estado de São Paulo) dá a real: “A medida é eleitoreira e não adianta. Na saída da escola, as barracas vão continuar vendendo pastel.” Faliu o tal do controle para moldar o “sujeito flexível” e adaptado ao “mercado neoliberal”?

Conclusão: sociedade de controle através de tecnologias nutricionais = não existe.

- “Tecnologias educativas” – Como se vê pelo texto do editorial da Folha citado acima, “um em cada cinco jovens entre 15 e 17 anos – a idade-alvo do antigo segundo grau – abandona a escola na Grande São Paulo”. Se isso não é sinal de falência das “tecnologias educativas”, eu não sei o que é.

Conclusão: sociedade de controle através de tecnologias educativas = não existe.

- “Tecnologias físicas” – Reler os dados acima no item “tecnologias nutricionais”. Depois, refletir sobre a questão da obesidade, sobre as aulas de educação física que você teve na escola e sobre os atletas brasileiros e a quantidade de medalhas que o país ganha em olimpíadas.

Conclusão: sociedade de controle através de tecnologias físicas = não existe.

Analisar o mundo de diversos pontos de vista é sempre recomendável. O problema é quando o ponto de vista adotado não tem relação alguma com nada de nada que se passa no mundo.

Mudar este mundo injusto

Thursday, October 23rd, 2008

Do G1:

Estudante protesta contra corte de árvore em universidade no ES

Segundo a reitoria, aluno não sabia que ambientalistas foram consultados.

O estudante de filosofia José Junior Ramos se amarrou a uma árvore no campus Goiabeiras da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), na manhã desta quinta-feira (23). Ele protestou contra o corte de árvores em área da universidade.”

Privacidade para vender pó

Friday, March 28th, 2008

Uma das coisas mais fascinantes para quem estuda política é a relação entre público e privado. Em um país onde pouca gente tem noção do que é isso (tapioca e free shop do Pê Tê, para ficar nos casos mais recentes), a coisa é ainda mais assustadora.

Mas assustador mesmo são algumas notícias que aparecem por aí de vez em quando:

Google tira do ar fotos de suposto flagra de venda de drogas nos EUA

Críticos acusam o serviço de violar privacidade de moradores.


Negociação da tapioca

Imagens do serviço “Streetview” do Google que supostamente mostram um traficante de drogas em ação em Chicago, nos Estados Unidos, foram tiradas do ar pela gigante da internet nesta quinta-feira (27).

As imagens reanimaram a polêmica em torno do “Streetview“, que permite que o internauta veja fotos tiradas a partir de ruas de diversas cidades dos Estados Unidos. Críticos acusam o serviço de ser uma ameaça à privacidade dos moradores destas cidades. O Google tirou os arquivos do ar após ser avisado do possível conteúdo das fotos.

As imagens foram tiradas em uma esquina tradicionalmente ocupada por traficantes de drogas na região sul de Chicago – o sistema EveryBlock, que lista as ocorrências policiais em cada região dos EUA, aponta 188 registros naquele quarteirão em pouco menos de 2 meses.” (G1)

Comentando a notícia com o Rodrigo, ele me lembrou da tal leitura labial que o Fantástico andou fazendo nos jogos da Copa. O Parreira, técnico da $eleção na época, invocou seu direto à privacidade para falar com seus jogadores. É o respeito pela privacidade com umas 70 mil pessoas te olhando presencialmente e outras 2 bilhões pela televisão.

Com o mesmo medinho e falta de noção, o Fantástico deixou de fazer as leituras labiais do futebol (que é uma coisa absoluta inútil) e o Google tirou do ar fotos da traficância (o que não é nem um pouco inútil).

O desesperador é sabe que a filo$ofia, que fundamenta boa parte das decisões dos ad€vogados que tomam conta do mundo e determinam o cagaço de Fantástico e Google, é o reino do desespero profundo com aquele troço misterioso que só filó$ofo consegue enxergar, a tal da “sociedade de controle” (deve ser a mesma “sociedade de controle” que não conseguiu evitar os atentados em NY, nem os de Londres, nem os da Espanha).

Ninguém conseguiu explicar ainda qual seria a diferença se, ao invés das câmeras do Streetview, fossem colocados policiais em milhares de pontos privilegiados da cidade olhando para o movimento. O desespero bate quando tem algo eletrônico envolvido? Quanto de silício por metro quadrado é necessário para instaurar a “sociedade de controle”?

Cruzeiro do $aber

Sunday, August 12th, 2007

Que tal um cruzeiro de navio pela costa brasileira para curtir um show do Rei Roberto Carlos e mais inúmeras outras atrações? E que tal um cruzeiro de navio pelas ilhas gregas para ouvir três filó$ofo$ falarem?

Pois é esta a mais nova promoção da revista francesa Philosophie Magazine. Os palestrantes: André Comte-Sponville, Luc Ferry e Heinz Wismann.

O périplo intelectual será a bordo do navio Princess Danae, que sairá do porto de Marseille (sul da França, no mar Mediterrâneo) no dia 16 de maio de 2008. Além dos ensinamentos dos me$tre$ (cujo menu é intitulado “Sabedoria dos antigos, sabedorias dos modernos“), o tour incluirá passeios turísticos pelo favelão grego: Delfos, Atenas, Éfeso e Mileto. Dia 26 de maio retorna-se a Paris de avião.

Para não fugir à demência digital filo$ófica, não há nada no site da Philosophie Magazine sobre o cruzeiro. É preciso comprar a revista, preencher um cupom e enviá-lo ao endereço do periódico. Assinantes ganham 100 € de desconto, mas não há nenhuma referência o preço total do pacotão.

Deixa a Casa do $aber tomar conhecimento disso…

Lista dos mais elegantes da “Vanity Fair” iguala Brad Pitt e Sarkozy

Tuesday, July 31st, 2007

“A lista publicada anualmente pela revista americana “Vanity Fair” para eleger as personalidades mais bem-vestidas do mundo incluiu o presidente francês Nicolas Sarkozy.” (Folha Online)

No Kids

Tuesday, July 10th, 2007

BBC sempre em chamas com o Baguette:

Best-seller na França lista ’40 razões para não ter filhos’

No momento em que a França lidera os índices de taxa de fecundidade na União Européia, o livro No Kids – Quarenta razões para não ter filhos, recentemente lançado no país, lança um apelo para que as pessoas não tenham descendentes e diz que o controle da natalidade “é a única esperança” para uma sociedade melhor.

(…)

A autora, Corinne Maier, psicanalista e economista, já havia causado polêmica na França em 2004 quando lançou Bom dia Preguiça, no qual ensinava como manter o emprego trabalhando o menos possível.

(…)

“Para os filhos, devemos renunciar a todo o resto, como lazeres, vida de casal, amigos, sexo e mesmo sucesso social no caso das mulheres. E isso, durante 20 anos, até que a maravilhosa criança radiante se transforma em um jovem sem futuro, um desempregado, um perdedor”, diz ela.

(…)

A escritora utiliza frases pesadas para defender suas idéias, como, por exemplo, “você vai carregar seu filho durante décadas. Um verdadeiro fardo do qual será difícil ficar livre. Um conselho: se for para alimentar um parasita, prefira um gigolô.

(…)

A autora trabalha atualmente como psicanalista em Paris e Bruxelas, depois de ter sido despedida da companhia de energia francesa EDF, conseqüência da publicação de “Bom dia Preguiça”.”

Errei de blog

Wednesday, June 27th, 2007

Só 25% dos franceses têm vida sexual boa

Apenas 25% dos franceses se dizem satisfeitos com sua vida sexual, segundo uma pesquisa realizada por um fabricante de preservativos que entrevistou 26 mil pessoas de 26 países de vários continentes.

Com 25% de satisfeitos, os franceses ocupam o penúltimo lugar da lista, na frente apenas dos japoneses, em último, com apenas 15%, contra uma média mundial de 44%.” (G1)

Único filme possível. Adeus.

Monday, June 25th, 2007

Se confirmado, assumo meu sarkozysmo

Saturday, June 9th, 2007

Ok, confesso: nunca assumi meu sarkozysmo só por um motivo: Nicolas Sarkozy não bebe. Geraldo Alckmin também não bebe. Não dá para confiar em político abstêmio.

Mas agora a coisa parece que mudou de figura. A última piada aqui no Baguette é a entrevista coletiva que Sarkô concedeu na reunião do G8, após chegar atrasado de uma reunião com o presidente russo Vladimir Poutin.

Estaria Sarkô dominado pela VÓDEGA? É o que indica o vídeo do início da conferência.

Toooootalmente transtornado.

Em tempo: estão dizendo que a ceva que Bush bebeu no G8 era sem álcool (certamente não era um “drink”). Por isso ele teria passado mal do estômago no dia seguinte. Até faz sentido, mesmo porque se Bush beber, o destino inevitável será o .

Bush = Maradona.