Na sequência do rolo com o currículo Lattes da Dilma Vana Rousseff, a Folha de S. Paulo deste sábado, na seção Tendências/Debates, pergunta: “É preciso haver maior controle oficial sobre a base de currículos da Plataforma Lattes?”
ROGERIO MENEGHINI, coordenador científico do programa SciELO de revistas científicas brasileiras, professor titular aposentado do Instituto de Química da USP, membro da Academia Brasileira de Ciências e ex-presidente da primeira Comissão de Avaliação da USP (1993-1997), diz que NÃO (só para a$$inante$).
ROBERTO ROMANO, filósofo e professor titular de ética e filosofia política na Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), autor de, entre outras obras, “Moral e Ciência – A Monstruosidade no Século XVIII”, diz que SIM (só para a$$inante$).
Não precisa ler os artigos. Eu DECRETO para você o vencedor. É Rogerio Meneghini:
“A Plataforma Lattes tem hoje mais de 1 milhão de currículos e, diariamente, são feitas dez mil atualizações. Pode-se imaginar o que a cultura brasileira de deixar ao Estado a responsabilidade de verificar a exatidão dos dados significaria em inchamento da máquina burocrática do CNPq e a decorrente subtração de recursos para a pesquisa.”
Ou seja, não vai ter controle oficial coisa nenhuma. Encerrado o debate. Passar bem.
Cool! Concordo em gênero, grau e número: o Estado não tem que controlar mais (do que já controla hoje) atividades acadêmicas e de pesquisas científicas e tecnológicas do país. O Estado tem de cuidar do que não cuida: das mutretas e trambiques de parlamentares e supostos representantes do povo brasileiro nos 3 poderes em municípios, estados e na União.